Os dias são outono

Longe de ti são ermos os caminhos... Longe de ti não há luar nem rosas... Longe de ti há noites silenciosas... Há dias sem calor, beirais sem ninhos... Meus olhos são dois velhos pobrezinhos, perdidos pelas noites invernosas, abertos sonham mãos cariciosas

Eu sinto uma mão gelada no meu coração, que está tentando arrancá-lo e perturba minha mente. No meu rosto sinto a alma saindo em gotas. São secas rapidamente.
Ao passar a própria mão no rosto para retirar o pouco que tinha. Por alguém não presente. Qual a presença retira a mão gélida.
E a mão fica quente e essa vira duas, que por vez encontram-se em minhas costas e não sinto a alma pingar, nem mesmo sinto o fluxo pelos olhos pois estão fechados no momento de fervor e segurança, na presença de outra alma para acompanhá-lo e agradecer pelo momento de calor aconchegado aos braços do maior presencial e profundo olhar sem ser preciso abrir as pálpebras .
As almas se encontram ao trocar calor e no movimento do corpo, afeiçoando os dois em curso perfeito nos lindos jardins da serenidade.

Bryan Carvalho.

  1. poesificada reblogou este post de nov-13-ember
  2. nov-13-ember postou isso